Confirmada dengue hemorrágica no Rio
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sexta-feira, 03 de abril de 1998
Agência Folha 
Wilson PedrosaSangue novoO ministro da Saúde, José Serra, reafirmou ontem que afastará funcionários que não têm bom desempenhoA cidade do Rio registrou ontem os dois primeiros casos confirmados laboratorialmente de dengue hemorrágica. As vítimas são o bancário Ricardo Sesper, 31 anos, e a aposentada Sebastiana Rodrigues, 77 anos, moradores da zona oeste carioca.
No final da tarde, a Secretaria de Saúde do Estado do Rio divulgou o boletim semanal de casos de dengue na capital e no interior. Em todo o Estado, de acordo com a secretaria, 7.200 pessoas contraíram dengue este ano. No boletim anterior, divulgado na sexta-feira da semana passada, havia um total de 4.978 doentes.
A secretaria confirma a ocorrência, este ano, de quatro casos de dengue hemorrágica no Estado. Além dos dois doentes no Rio, houve dois registros em Volta Redonda (cidade a 135 quilômetros do Rio). As vítimas já estão curadas, segundo a secretaria.
Um quinto caso, notificado no município de Campos (280 quilômetros ao norte do Rio), não está sendo computado pela Secretaria Estadual de Saúde, apesar de confirmado pelo serviço epidemiológico da prefeitura local.
O ministro da Saúde, José Serra, afastou ontem o coordenador regional e o chefe administrativo da Fundação Nacional de Saúde no Rio por desempenho inadequado, desperdício e lentidão. Também está sendo analisada a situação no Pará e, segundo o ministro, o coordenador da FNS nesse Estado pode ser afastado. Será aberta sindicância para apurar o quadro na coordenadoria do Rio.
Segundo Serra, serão feitas auditorias e intervenções nas coordenações regionais da FNS sempre que for necessário, cada vez que houver uma coordenadoria sem desempenho adequado.
Em seu discurso de posse, Serra já havia dito que ninguém seria afastado por ter indicação política, mas que quem tivesse indicação política e não apresentasse um bom desempenho seria afastado, apesar da indicação. Ontem, ele voltou a repetir isso. O ministro prometeu que o clientelismo eleitoral e partidário não vai interferir na eficiência de sua pasta.


