Londrina - A terceira morte por dengue do ano em Londrina foi confirmada ontem pela Secretaria Municipal de Saúde. Trata-se de uma mulher de 40 anos, moradora da Zona Sul, que morreu no dia 4 de fevereiro. A cidade atualmente contabiliza 5.328 casos confirmados de contaminação pelo Aedes aegypti, 11.182 notificações e 3.029 suspeitas.
Segundo a diretora municipal de Epidemiologia, Sandra Caldeira, a mulher que teve quadro confirmado de dengue hemorrágica. ''A paciente foi internada no Hospital da Zona Sul no dia 25 de janeiro com sintomas de dengue. Ela pediu para ter alta no dia 3 de fevereiro e na madrugada seguinte morreu'', relatou.
A demora para a confirmação do motivo da morte se deve ao prazo de conclusão do exame laboratorial, conforme informações repassadas pela diretora de Endemias. ''Encaminhamos material coletado das vísceras da paciente para um laboratório de São Paulo e somente hoje (ontem) recebemos o resultado do exame'', explicou Sandra Caldera.
Na avaliação dela, o pico de contaminações de dengue já passou, apesar do aumento semanal do número de casos confirmados da doença. ''O casos confirmados vão continuar aumentando porque há muitos exames represados. Nas primeiras semanas de fevereiro havia registro de mais de 1,2 mil suspeitas semanais e agora temos cerca de 400. Apesar disso, as notificações estão caindo'', garantiu.
A Região Leste de Londrina continua sendo a mais atingida pela dengue, com 2.138 casos, seguida pelas zonas Norte (915); Oeste (786); Sul (763); Centro (684) e Rural (38).
A Secretaria Municipal de Saúde informa que as ações de combate à dengue continuam sendo executadas na cidade. Até a próxima sexta-feira, dois caminhões fumacê irão percorrer ruas dos bairros Paraíso, Paris, Planalto, Messiânico e Presidente Vargas.
No sábado, agentes do setor de endemias oferecem apoio técnicos a moradores do Jardim Maringá. O apoio foi solicitado por lideranças locais que pretendem visitar moradores do bairro divulgando ações importantes para evitar a proliferação do Aedes aegypti. ''É importante que lideranças comunitárias tenham noção do perigo da doença e auxiliem a Secretaria de Saúde no combate à dengue'', afirmou o coordenador muncipal de Epidemiologia, Elson Belisário.

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