Formado em ‘‘Sociedade do trabalho’’, na Alemanha, o grupo de intelectuais dissidentes de esquerda ‘‘Krisis’’ faz sua segunda incursão brasileira para reafirmar o ‘‘Manifesto contra o Trabalho’’, que eles lançaram no ano passado. Em torno dessa convicção, a de que ‘‘a sociedade do trabalho está no fim’’, quatro integrantes do ‘‘Krisis’’ fazem conferências em São Paulo de amanhã a 6 de novembro.
O quarteto inclui o pensador mais conhecido do grupo, o sociólogo alemão Robert Kurz, que não esteve no Brasil na primeira turnê do ‘‘Krisis’’. Kurz é autor do livro ‘‘O Colapso da Modernização’’, de 91, em que ele afirma que o fim do socialismo no Leste Europeu seria um sintoma e uma etapa da crise do capitalismo. Na quarta-feira, às 19h30, Kurz explica sua previsão de falência do ‘‘sistema mundial de produção de mercadorias’’. Antes disso, haverá conferências do escritor Anselm Jappe e do economista Norbert Trenkle, ambos alemães. Amanhã, às 19h30, Anselm Jappe participa da palestra ‘‘Teoria e Práxis dos Situacionistas’’.