Conferência municipal busca soluções para os próximos 10 anos da educação
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sábado, 05 de junho de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Superar desafios, entre eles o de atender mais de 35 mil alunos hoje excluídos da Educação Infantil, é um dos objetivos da 3 Conferência Municipal de Educação, que termina hoje na Câmara de Vereadores de Londrina. O debate tem participação de usuários do sistema, prestadores de serviço, trabalhadores em educação e da administração pública municipal. O resultado das discussões será sistematizado no Plano Municipal Decenal de Educação.
''Vamos traçar diretrizes e metas para a educação com um todo, desde o nível infantil até o superior, para os próximos dez anos'', salientou a secretária municipal da pasta, Carmem Baccaro Sposti. O trabalho da conferência é baseado em quatro eixos: organização e avaliação educacional, gestão democrática, financiamento e trabalhadores em educação. Nas edições anteriores, foram priorizados a criação do Conselho Municipal de Educação e o debate sobre Educação Infantil. ''A iniciativa do ano passado, por exemplo, transformou as creches, que eram simples depósitos de crianças, com um papel assistencialista, e passaram a ter foco educativo'', exemplificou o presidente do Conselho Municipal de Educação, Mário Alves de Oliveira.
Segundo Oliveira, o conselho passou a ter um papel mais efetivo em 2003. ''Antes o caráter era consultivo. No ano passado, passou a ser normativo'', afirmou. A entidade, por exemplo, ganhou poder de alterar o calendário escolar e definir sobre aprovação de estudantes. As deliberações tomadas na conferência devem afetar diretamente mais de 165 mil estudantes, desde o nível infantil até superior e pós-graduação, incluindo ensino fundamental e médio, educação para jovens e adultos, indígena e profissionalizante.
Para atingir a meta de inclusão de estudantes na Educação Infantil, a secretária Carmem destaca a importância da busca por verbas federais para complementar o investimento municipal. ''A briga é pelo aumento dos recursos destinados à educação e pela criação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que hoje é responsabilidade exclusiva do município'', afirmou a secretária.
O presidente do conselho destacou também a necessidade de maior investimento no salário dos professores das entidades filantrópicas. ''Muitos ganham menos de um salário mínimo'', revelou. A conferência reúne 130 delegados e perto de cem observadores, que participam dos debates e da votação das propostas educacionais.


