Conferência internacional discute escassez de água
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segunda-feira, 05 de julho de 1999
Por Angela Lacerda 
Recife, 06 (AE) - A 9ª Conferência Internacional e o 2º Simpósio Brasileiro de Captação de água de Chuva, que começam hoje à noite, em Petrolina, a 774 quilômetros do Recife, discutem a escassez de água potável, um dos grandes problemas do próximo milênio. "A crise da água, que já vem sendo enfrentada por várias regiões do Planeta, tende a se agravar", afirma o presidente da comissão organizadora do encontro, Everaldo Rocha Porto. "Em breve a água será tão valorizada quanto o petróleo e quem a tiver terá o domínio".
Porto lembra que, desde a Segunda Guerra Mundial, houve uma imensa redução nas fontes de água potável. Na América Latina a queda na capacidade de armazenamento de água foi de 75%, devido à poluição, desmatamento, assoreamento de rios e riachos. Mesmo assim, o Brasil ainda detém 12% de todo o potencial hídrico mundial - apesar do problema de distribuição - e precisa garantir sua preservação.
Pesquisadores - Uma das maneiras de enfrentar a crise da água, afirma Porto, é com o aproveitamento da água da chuva. A conferência reúne cerca de 30 pesquisadores internacionais para falar sobre experiências feitas em seus países. As técnicas de captação de água da chuva são milenares e já utilizadas em Israel, na Índia, China e no México, entre outros países.
A conferência, feita de dois em dois anos, termina na sexta-feira. Ela é promovida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Internacional de Captação de água de Chuva (Ircsa), Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).


