Sob o tema "Londrina que te quero verde, somos todos responsáveis", a VIII Conferência Municipal do Meio Ambiente (Consemma) reuniu interessados em discutir e apresentar propostas prioritárias no planejamento de políticas públicas ambientais e a aplicação dos recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente.
O evento aconteceu ontem, na Câmara Municipal, e contou com aproximadamente 70 pessoas, entre representantes do poder público, sociedade civil e construtoras.
Ao longo do ano foram realizadas oito pré-conferências que resultaram em 70 principais propostas. Destas, 30 serão apontadas como prioritárias. "Todas vão compor o documento final da conferência e nossa intenção é uní-las sob pontos em comum, para um melhor aproveitamento dos encaminhamentos", afirma Roberta Silveira Queiroz, presidente do Consemma.
No período da tarde, houve votação aberta para compor o novo conselho, com eleitos da sociedade civil, e que tomam posse no dia 1º de fevereiro para atuar nos próximos dois anos. "Estamos, em média, com 40 delegados divididos em segmentos. São cinco vagas para associações civis, duas para setor produtivo e duas para entidades de classe e três para ONGs ambientalistas", diz.
Das propostas, Roberta destaca questões de arborização urbana, constituição de parques lineares e corredores ecológicos como alternativa de lazer, planejamento da Secretaria Municipal do meio Ambiente (Sema), incluindo a criação de um sistema de informação ambiental.
"Esse sistema é interessante porque é uma forma da população participar, contribuir e acompanhar o desenrolar dos processos", comenta.
A geógrafa e docente do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Eliane Tomiasi Paulino, conduziu uma palestra no evento e acentuou a urgência da posição da sociedade representada no conselho, de compatibilizar interesse econômico, com cidade sustentável.
"Os princípios que devem balizar as práticas com relação ao meio ambiente são do ponto de vista de parâmetros civilizatórios e não o econômico, porque este é imediato e, em geral, beneficia um grupo de interesses. O civilizatório coloca em um patamar amplo, a perspectiva de correlacionar benefício e prejuízo, além do desenvolvimento como potencialidade humana e não o do desempenho econômico", completa.

PEVs
A atual presidente do Consemma cita ainda que surgiram discussões em torno do plano integrado de gerenciamento de resíduos. Segundo ela, há propostas de promover a coleta diferenciada e de promoção de educação ambiental.
O secretário municipal do Meio Ambiente, José Carlos Bruno de Oliveira, ressalta que as propostas deverão ser implantadas, na medida que convirjam os interesses de toda a população e sejam possíveis de serem financiadas.
Para ele, a implantação dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) é uma solução imediata para um sério problema. "O PEV já foi testado no Jardim Nova Conquista, mas temos mais dois no Jardim José Giordano e Primavera, em análise nas câmaras do Consemma e estamos entregando nos próximos dias, um no Vista Bela", ressalta.
O PEV é um local fechado, preparado para receber, separar e destinar corretamente todo tipo de resíduo. O local tem como princípio, ser fiscalizado por um agente público e atender apenas os pequenos geradores, ou seja, a população em geral. A discussão sobre a construção desses locais é antiga e tem como objetivo principal reduzir os pontos de descarte irregular.
Até o fechamento desta edição, a eleição para os novos delegados do Consemma não havia sido realizada, assim como o fechamento do documento com as propostas.

mockup