Para atender o aumento no fluxo de veículo nas estradas, especialmente nos feriados prolongados, a Polícia Rodoviária do Paraná conta com ''armas'' eficazes para tentar conter a imprudência dos motoristas, que insistem em abusar da velocidade, dirigir embriagados e se arriscar em manobras perigosas.
Após quase três anos da implantação da Lei Seca (nº 11.705) o uso constante do etilômetro - aparelho que mede a quantidade de álcool no sangue apontando o teor alcoólico por litro de ar alveolar - já surte efeito nas estatísticas da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Das 43.710 infrações cometidas no primeiro trimestre de 2010 em todo o estado, 182 resultaram em autuações por embriaguez ao volante. Já nos três primeiros meses de 2011, das 45.617 infrações, 425 autuações foram decorrentes de embriaguez, um crescimento de 133% em um ano.
No mesmo período de 2010 ocorreram 2.680 acidentes, com 151 mortes em todo Paraná. Já no ano de 2011, foram 2.615 acidentes, com 177 mortes. Não há estimativas de quantos destas ocorrências foram especificamente em decorrência de embriaguez ao volante.
Em Londrina, dados da Companhia de Trânsito apontam que das 2.197 autuações realizadas nos primeiros três meses do ano passado, 62 foram somente em função da embriaguez. Em 2011, das 2.453 das notificações de infração, no mesmo período, 55 foram em decorrência do excesso de álcool. Já o número de acidentes causados por embriaguez não variou de um ano para o outro: em 2010 foram 1.334 acidentes na área urbana, sendo 31 causados por embriaguez. Em 2011, dos 1.303 acidentes, 31 também foram em decorrência de embriaguez. Não há números dos óbitos.
A FOLHA contatou a assessoria da Polícia Rodoviária Federal por diversos dias mas a corporação não repassou as estatísticas solicitadas.
Páscoa
Neste feriado prolongado, quem for pegar a estrada deve aderir à Lei Seca. A PRE avisa que os cerca de 40 aparelhos existentes estarão presentes nas viaturas espalhadas pelas rodovias. Segundo o chefe de operação do Batalhão da PRE, tenente Sheldon Vortolin, o Paraná já estuda a aquisição de mais aparelhos. ''Intensificamos as operações com uso de etilômetros em todo o Estado'', reforça ele.
Vortolin acredita que, além de coibir as infrações com multas e até prisões, a saída para este tipo de crime é a educação. ''Dirigir embriagado é uma questão cultural. Só vamos conseguir mudar isso por meio de campanhas e educando nossas crianças. É como o cigarro: o número de usuários está diminuindo graças à conscientização das pessoas dos males que ele provoca. A ideia é a mesma'', defende.

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