São Paulo, 24 (AE) - Educado, eficiente, profissional, ótimo funcionário, conduta ilibada. Esta foi a definição do coronel Wagner Jorge Kourroski, comandante da Guarda Civil Metropolitana, ao falar do guarda Teoprepedis Francisco Canabrava Neto, que estava na corporação havia oito anos. "Ele era vaidoso, responsável e mandava fazer seu uniforme muito bem cortado; não dá para entender sua atitude".
Kourroski declarou que determinou um levantamento à Divisão de Psicologia e Serviço Social da Guarda Civil para saber se havia algum problema com Canabrava. "Ele não era alcoólatra como andaram dizendo, bebera socialmente e fazia dois anos que tinha parado de beber". Tido como funcionário exemplar
Canabrava era o primeiro a chegar para o trabalho. "Por ser um ótimo guarda o destacamos para um setor delicado que é o de fiscalização de perueiros", adiantou Kourroski.
O comandante explicou que não existe nenhum problema entre os guardas-civis e os policiais militares. "Acho que os policiais da Rota devem estar tristes como estão os nossos homens por tudo o que ocorreu". O coronel contou que os PMs sabem que estavam agindo no estrito cumprimento do dever. Ele pediu desculpas às famílias de Eronice Gonçalves Raimundo e Luciene Gonçalves Cardoso, baleadas pelo guarda. Eronice ficou paraplégica.
"Vamos saber o que realmente aconteceu mas, repito, lamento a tragédia com as moças e a atitude de Canabrava, que deixou todos surpresos também na corporação". Conduta - Segundo ainda o comandante, a Guarda Civil Metropolitana acompanha a conduta de seus homens pela Divisão de Psicologia Social. "Quem sabe ele tenha voltado a beber e nós nada sabíamos". Falou que nem todos os guardas são autorizados a andar armados em dia de folga. A Guarda Civil Metropolitana tem cerca de 4 mil homens e até o fim do ano seu efetivo deverá chegar a 6.100. (R.L)

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