Rio - Os condôminos do edifício Liberdade, que ficava no Centro do Rio e desabou com outros dois prédios no dia 25 de janeiro, vão pedir à Prefeitura do Rio que auxilie as empresas que perderam suas sedes. ''Além de todos os outros problemas, essa tragédia criou uma nova categoria de empresa, a empresa sem-teto'', afirma o advogado Octavio Blatter, presidente da Associação de Vítimas da 13 de Maio.
Segundo ele, cerca de 600 profissionais que atuavam nas firmas sediadas no edifício estão desempregados. ''As empresas ainda não voltaram a funcionar, porque não têm para onde ir'', diz Blatter. ''Vamos nos reunir com o prefeito Eduardo Paes (PMDB) para pedir auxílio. Quando os barracões das escolas de samba pegaram fogo (em 2011), a prefeitura ajudou, então deve auxiliar agora também. A administração tem muitos prédios e poderia ceder alguns que estejam ociosos para alojar temporariamente essas empresas. Por enquanto, sem auxílio, elas não têm perspectiva de voltar a funcionar'', diz Blatter.
Segundo o advogado, a discussão sobre como ocupar a área onde ficava o prédio faz parte de outra etapa. ''Isso depende dos donos (do prédio). O que a prefeitura poderia fazer é desapropriar o terreno e construir uma praça, por exemplo'', sugere.

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