São Paulo, 14 (AE) - O mercado imobiliário começa a traçar projetos de imóveis residenciais para o século 21. A tendência dos condomínios fechados permanece, com plantas que privilegiam segurança automatizada e áreas de serviços e lazer, que atendam cada vez mais a necessidade e vontade dos moradores de permanecerem o maior tempo possível dentro de suas casas. Os espaços diminuem, principalmente das áreas frias, caso de cozinhas, banheiros e lavanderias, para permitir construções de 40 a 70 metros quadrados para apartamentos de dois e três quartos, respectivamente. Aço, alumínio, pedras e vidros vão predominar nas fachadas dos prédios. Essas são algumas das tendências do mercado na virada do século, na visão do diretor de marketing da Tecnisa Engenharia e Comércio, Rogério Santos, em palestra realizada hoje na Fehab-Anamaco99 - Feira Internacional da Indústria da Construção, no Expo Cen ter Norte.
Segundo ele, os projetos vão abrir novos nichos de mercado, principalmente na área de serviços. Para Santos, os condomínios terão serviços similares aos dos hotéis, como de lavanderia, mensageiro, personal trainner, entre outros. "Isso tudo será administrado por uma empresa terceirizada, que comprará esses serviços no atacado, permitindo preços mais em conta para os moradores", explica Santos.
As áreas de lazer também devem ser replanejadas, privilegiando locais para fitness em vez de salões de festas e saunas. De acordo com pesquisas realizadas por construtoras, diz Santos, esses locais são muito pouco utilizados pelos moradores. A própria Tecnisa, anuncia Santos, deve lançar em poucos dias um condomínio que terá uma sala de home theater. "Ao invés de ir ao cinema, o morador pode reservar a sala, alugar uma fita e convidar amigos para um cineminha", sugere Santos. Segundo ele, a competitividade no setor deve aumentar muito, levando as empresas a trabalharem com margens menores e maior volume de unidades.
O diretor de marketing da Tecnisa foi um dos palestrantes do útimo dia de funcionamento da Fehab-Anamaco99, que reuniu mais de 300 expositores desde a última segunda-feira. Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Costrução (Anamaco), organizadora da feira, as expectativas iniciais de o evento movimentar cerca de US$ 250 milhões e atrair em torno de 100 mil visitantes deverão ser confirmadas.

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