O medo dos pacientes que precisam viajar para passar por consultas e outros procedimentos é ainda maior quando as condições dos veículos não são as ideais. Alguns passageiros de Primeiro de Maio, na Região Metropolitana de Londrina (RML), que não quiseram se identificar, relataram problemas no ônibus, um Scania Marcopolo de 1994. No fundo do corredor, próximo ao banheiro, há um buraco no assoalho, tapado precariamente com material plástico. Os passageiros também relataram que já presenciaram vários problemas mecânicos.
O prefeito Daniel Renzi informou que, apesar de se tratar de um ônibus antigo, o veículo passa por revisões e está apto a rodar. Renzi informou que adquiriu três micro-ônibus para a área de educação. "Resolvemos o problema de uma pasta, mas como o cobertor é curto, não temos dinheiro para mais uma aquisição. Mas essa é uma prioridade para o município", justifica. Segundo o prefeito, a ideia é substituir o ônibus por um micro-ônibus, o que daria mais agilidade e atenderia a demanda.
José Moraes dos Santos, motorista que transporta passageiros de Alvorada do Sul, também dirige um ônibus antigo, mas em melhores condições. "A gente sabe que em algumas prefeituras existe burocracia para conseguir trocar uma peça, um pneu, mas eu acho que é dever do motorista se recusar a viajar em veículos sem condições de trafegar. Até porque depois ele é responsabilizado pelo o que ocorrer", comenta.
A passageira Renata Inácio da Silva, de 29 anos, sonha com um veículo mais novo que garanta mais segurança. "A gente fica em uma situação difícil. Não podemos reclamar do ônibus, porque é o único que temos, mas que precisa de um mais novo, precisa", avalia. (C.F.)

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