Condenados vigilantes que mataram estudante Maigue Gueths
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domingo, 29 de agosto de 2010
Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de dois dias de julgamento, o vigilante Marlon Balen Janke, 33 anos, foi condenado pelo Tribunal do Juri de Curitiba a 23 anos de prisão em regime fechado pela morte do estudante Bruno Strobel, filho do jornalista Vinícius Coelho. O crime aconteceu em 2007. O outro réu, o vigilante Rodrigo Sampaio Rodrigues, 29, foi condenado a 13 anos de reclusão por homicídio e ocultação de cadáver.
O julgamento começou na manhã de sexta-feira e terminou na noite de sábado, quando a juíza Inês Marchalek Zarpelon proferiu as sentenças. Foram quatro votos pela condenação e três contrários. Janke foi condenado por homicídio, tortura mediante sequestro, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. Os advogados das duas partes devem recorrer.
As investigações apontam que Bruno, então com 19 anos, pichava um muro de uma clínica, na madrugada de 3 de outubro de 2007, quando foi flagrado por Janke, que prestava serviços para uma empresa de vigilância. Ele teria levado Bruno até a empresa, onde foi espancado. Depois, foi colocado no porta-malas de um carro e levado para Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. O corpo da vítima, com dois tiros na cabeça, foi encontrado uma semana depois.
Durante o julgamento, Janke confessou ter sido o autor do tiro, mas alegou que foi acidental e pediu desculpas à família do estudante. O promotor Marcelo Barzer Correia baseou a acusação afirmando que que era uma prática comum entre os vigilantes levar pessoas à sede da empresa para submetê-las a espancamentos e torturas, como forma de ''desestressarem'' do trabalho.
Outras cinco pessoas foram denunciadas, sendo que quatro recorreram da decisão que determinou o julgamento por juri popular. (Com Agência Estado)


