Rio de Janeiro - O juiz Lafredo Lisbôa, da 3 Vara Federal Criminal, condenou à prisão 22 dos 23 réus do processo que investigou o envio ilegal de US$ 33,4 milhões para contas na Suíça. Entre os condenados está o ex-subsecretário de Administração Tributária do Rio de Janeiro, durante o governo de Anthony Garotinho (1999 a abril 2002) Rodrigo Silveirinha Corrêa, sentenciado a 15 anos de prisão e o pagamento de 150 dias-multa, ao valor diário de cinco salários mínimos.
Também foi condenado o ex-chefe da Inspetoria de Contribuintes de Grande Porte na Secretaria de Fazenda, durante o mesmo governo, Carlos Eduardo Pereira Ramos, condenado a 17 anos e meio e 150 dias-multa. A mesma pena de prisão foi aplicada ao fiscal Rômulo Gonçalves, também condenado a pagar 180 dias-multa. O ex-chefe de Gabinete da Secretaria da Fazenda, do mesmo governo, Lúcio Picanço, foi condenado a 14 anos e meio de prisão e 150 dias-multa.
Os empresários de futebol Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, procuradores de mais de 100 jogadores, entre eles do atacante Ronaldo (do Real Madri e da seleção brasileira) foram condenadas ambos 11 anos de prisão e 120 dias-multa pela acusação de ter ajudado a enviar o dinheiro para o exterior. Também foram condenados o fiscal Júlio Cesar Nogueira (14 anos e 120 dias-multa) e os auditores federais Hélio Lucena Ramos da Silva (17 anos e 150 dias-multa); Sérgio Jacomi de Lucena (16 anos e meio 150 dias-multa); Amauri Franklin Nogueira Filho (14 anos e meio, 120 dias-multa); Marcos Bonfim (14 anos e meio e 120 dias multa); Axel Hander (14 anos e 120 dias-multa); Roberto Vommaro (14 anos e 120 dias-multa) e Heraldo da Silva Braga (15 anos e 120 dias-multa).
Os executivos da Coplac, Herry Rosenberg e Ronaldo Adler, também foram condenados a nove anos e meio 150 dias-multa. A empresa era o local onde funcionava a representação do Discount Bank and Trust Company, onde as contas foram descobertas.
Marlene Rozen, secretária de Rosenberg e Adler, foi condenada oito anos e meio e 150 dias-multa. As menores penas, de três anos de prisão e 30 dias-multa, foram aplicadas ao lobbysta Romeu Michel Sufan, que intermediou uma tentativa de extorsão contra a Light, e quatro empregados de Pitta e Martins: Germano da Silva Filho, Valdir Ferreira de Freitas, Arilson da Silva Dias, Paulo Henrique Borges Sekiguhi.
Os quatro foram acusados de atuar como ''laranjas'', emprestando contas bancárias para movimentar recursos de terceiros. Sufan e os quatro ''laranjas'' serão os únicos condenados que vão cumprir a sentença em regime aberto. A auditora Marcia Rodrigues da Rocha, ex-mulher de Hélio Lucena Ramos da Silva, foi absolvida. O advogado José Carlos Tortima, que defende Sérgio Jacomi de Lucena, disse que pedirá a anulação da sentença, porque ela foi divulgada antes de sua publicação em cartório.

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