Matinhos - Depois de dois dias de julgamento, Paulo Roberto Pereira Quintal, o Tutancâmon, e Francisco Diego Vidal Coutinho, o Russinho, foram condenados na noite de terça-feira pelas mortes do delegado José Antônio Zuba de Oliva e do funcionário público Adilson da Silva, em agosto de 2010. Tutancâmon foi apontado como autor do crime e sentenciado a 46 anos de prisão. Já Russinho teve pena afixada em 20 anos de prisão pelo juiz Guilherme Mazzucco Portela, da Comarca de Matinhos.
Na época, Zuba, que comandou o 2º Distrito Policial de Londrina e atuou em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), estava à frente da Delegacia de Pontal do Paraná (Litoral). Ao averiguar uma denúncia em um camping, Zuba e Silva foram recebidos a tiros pelos criminosos. O delegado morreu no local e o colega, no hospital. Segundo informações do inquérito, os condenados eram membros de uma facção criminosa do Rio de Janeiro e montaram uma base no litoral paranaense para cometer assaltos em Curitiba. Dois comparsas deles morreram em troca de tiros com a polícia.
O advogado assistente da acusação, Giordano Reinert, disse que a condenação foi uma resposta da Justiça não só aos familiares, mas a toda sociedade. "Não podemos deixar brechas para a impunidade. Desta forma os criminosos não encontram condições favoráveis para se instalar no Estado", declarou.
Tutancâmon foi condenado pela autoria dos dois homicídios qualificados, formação de quadrilha armada, resistência, porte ilegal de arma de fogo e furto qualificado. Já Russinho irá cumprir pena por participação nos dois homicídios, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.
Para o advogado de Tutancâmon, Daniel Gilberto Lemos Pereira, o julgamento contraria a prova dos autos. "Vamos recorrer do crime de homicídio", adiantou. Segundo ele, o cliente estaria em outro local na hora do crime.
Já o advogado de Russinho, José Carlos Branco Junior, disse que a participação do cliente não foi especificada e que ele também vai recorrer. "Não ficou claro como se deu esta participação que a acusação aponta, então vamos para a fase recursal."

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