Condenados a 348 anos de prisão por chacina no PR
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Londrina - A maior chacina da história do Paraná teve uma resposta à altura por parte da Justiça: os três réus acusados de serem os autores de 15 execuções e mais oito tentativas de homicídio em setembro do ano passado, em Guaíra (Oeste do Estado), foram condenados ontem a 348 anos de prisão, a maior já aplicada a um réu no Estado. O promotor responsável pela acusação considerou a decisão exemplar.
O julgamento começou na segunda-feira e a previsão era de que a sentença só fosse conhecida hoje. No entanto, pouco depois das 16 horas de ontem, os sete jurados consideraram culpados os réus Jair Correa, 53 anos, Ademar Fernando Luiz, 27, e Fabiano Alves de Andrade, 25. Em seguida, o juiz Wendel Fernando proferiu a sentença condenando cada um a 348 anos de reclusão em regime fechado. Os três deverão cumprir suas penas no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), de Cascavel, onde já estavam presos desde o ano passado.
A defesa buscou individualizar a conduta dos réus confessos, alegando que teriam sido provocados pelas vítimas. As teses foram derrubadas pelo promotor, Marcos Cristiano Andrade. Os advogados dos condenados irão recorrer das sentenças.
O promotor celebrou o resultado por ser uma resposta rápida a um crime sem precedentes na história paranaense. Foi um julgamento justo porque o crime foi bárbaro e singular e as penas precisavam ser exemplares. Acho que isso foi alcançado porque, se forem somadas, as penas ultrapassam os mil anos, apontou.
Andrade comentou que a chacina marcou a história, mas também serviu para melhorar o aparato policial na fronteira. E a pena aplicada aos criminosos, na sua avaliação, poderá fazer com que a região passe a ser vista de outra maneira: da mesma forma que a chacina foi um marco para a segurança pública e para as autoridades, a sentença também pode ser um marco no combate ao crime e aos criminosos. A chacina ocorreu em 22 de setembro do ano passado, numa chácara às margens do Rio Paraná. Conforme o MP, os matadores pretendiam vingar o assassinato de Dirceu de Souza Pereira, atribuída ao dono da propriedade, Jossimar Marques Soares. Ele e mais 14 pessoas foram mortas a tiros. Outras oito foram baleadas.


