Condenado motorista que matou irmãos Colonheis
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segunda-feira, 09 de junho de 2008
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
''Provei a inocência dos meus filhos.'' Com esta frase, Ana Paula Colonheis resumiu seu sentimento ao saber que o motorista que há quase sete anos atropelou e matou os dois filhos dela - Amanda, 10 anos, e Lucas, 7 -, na avenida Inglaterra (Zona Sul de Londrina), foi responsabilizado pelo crime. O autor do atropelamento, Leandro Antônio Bertola, que respondia a acusação de homicídio culposo (sem intenção de matar), foi condenado pela Justiça a uma pena de três anos e meio em regime aberto. Tanto o Ministério Público quanto a defesa podem recorrer da decisão.
O crime aconteceu no sábado, 30 de junho de 2001. No início da tarde, Amanda e Lucas tinham acabado de visitar uma tia e voltavam para casa a pé. Mas não conseguiram reencontrar a mãe. De mãos dadas e caminhando sobre a faixa de pedestres, os irmãos foram atropelados pelo Pointer dirigido por Bertola quando tentavam atravessar a avenida Inglaterra com a rua Finlândia. Os corpos foram lançados a mais de 30 metros de distância e morreram no local.
Preso em flagrante, Bertola foi liberado dias depois e respondeu a todo o processo em liberdade. A discussão judicial se arrastou por sete anos até que, no final de março deste ano, a juíza da 4 Vara Criminal de Londrina sentenciou o réu a uma pena de três anos e meio em regime aberto. Tanto o promotor Sérgio Correia quanto o defensor de Bertola, advogado José Amaro, podem recorrer da decisão. A FOLHA não conseguiu falar com eles na tarde de ontem.
Para Ana Paula, a sentença indica que é preciso rever as leis brasileiras sobre acidentes de trânsito com morte, ''que hoje são muito brandas''. ''Ele (Bertola) vai ter um pouco mais de trabalho agora mas acho que isso não é suficiente. Não queria provocar prejuízo a ele mas o prejuízo que eu tive foi enorme'', comparou.
A mãe comentou que a dor de não ver os dois filhos crescerem não vai passar nunca mas, a partir de agora, espera ter um pouco mais de paz. ''Eu precisava disso, até para tirar aquela sensação de que (o atropelamento) teria sido por causa da inconsequência das crianças, o que não foi. Eu provei a inocência dos meus filhos. Eles estavam certos.''


