Condenado a 25 anos de prisão matador de delegado da PF
Condenado a 25 anos de prisão matador de delegado da PF15/Mar, 20:25 Por Mauro Carvalho da Silva São Paulo, 15 (AE) - O juiz federal Marco Aurélio Castriani, da 1.ª Vara Criminalde São Paulo, condenou o ajudante de pizzaria Gildásio Teixeira Roma a 25 anos de reclusão pelo assassinato do delegado-corregedor Alcioni Serafim de Santana, da Polícia Federal. O crime ocorreu em 27 de maio de 1998 e o julgamento durou mais de 16 horas. Santana foi morto ao sair de sua residência na Vila Mazzei, quando apurava crime de concussão (extorsão praticada por funcionário público) cometido pelo ex-delegado federal Carlos Leonel da Silva Cruz e outros policiais civis e militares. Cruz teria sido o mandante do crime. De acordo com a lei brasileira, condenação igual ou superior a 20 anos permite que a defesa solicite novo julgamento. Roberto Ribeiro de Araújo, advogado de outro réu, o comerciante Carlos Alberto da Silva Gomes, conseguiu adiar o julgamento. Alegou que não tinha conhecimento dos autos. Gomes também teria dado dois tiros quando Santana estava caído. Roma foi condenado, por unanimidade, por homicídio duplamente qualificado (por ter dificultado a defesa da vítima e ter cometido o crime por "motivo torpe", sob promessa de pagamento). Ele receberia R$ 5 mil para cometer o crime, mas diz que recebeu apenas R$ 2,5 mil. Os outros dois acusados, o ex-delegado federal Cruz, apontado como mandante do crime, e Gildenor Alves de Oliveira, acusado de ser um dos intermediários na contratação dos criminosos, entraram com recurso e aguardam decisão do Tribunal Regional Federal de São Paulo.





