O prefeito Luiz Paulo Conde proibiu ontem competições de luta livre e de jiu-jitsu em clubes e academias de ginástica do Rio de Janeiro. Ele decidiu suspender os campeonatos das duas modalidades após as cenas de violência entre torcidas e atletas, sábado à noite, no Tijuca Tênis Clube, no bairro da Tijuca, zona norte da cidade. O secretário Municipal de Esportes e Lazer, José Moraes, se reúne hoje com presidentes de federações, associações e confederações de Artes Marciais.
‘‘Antes, a violência era no futebol, mas agora já atinge o futsal, o basquete, o remo e até a luta livre’’, disse o prefeito, numa alusão ao confronto entre torcidas rivais no esporte carioca nos últimos dias.
Segundo Conde, grupos de ‘‘baderneiros’’ tentam comprometer as atividades esportivas na cidade. Para o prefeito, os autores do vandalismo no Tijuca Tênis Clube devem ser identificados através de fotos de jornais e pelas fitas de vídeo de redes de televisão para formalização da culpa, com processo, e caso seja comprovada a participação, a prisão dos culpados.
‘‘A identificação imediata dos responsáveis é importante para inibir outros grupos de praticarem a mesma atitude’’, defendeu o prefeito. O secretário José Moraes afirmou ontem que a confusão foi provocada por pelo menos 200 torcedores, que, momentos antes, circulava no ginásio do Tijuca Tênis Clube. Para ele, os envolvidos no episódio seriam os mesmos que teriam provocado, recentemente, tumulto nas competições de remo, basquete e futsal.
A briga entre torcidas de luta livre e jiu-jitsu começou quando os lutadores Enso Gracie e Eugênio Tadeu se enfrentavam no ringue. Uma falha na segurança do clube permitiu que torcedores exaltados xingassem os atletas, que teriam respondido com socos e tapas. No tumulto, a luz do ginásio foi apagada, cinco tiros foram disparados e cadeiras e mesas lançadas em todas as direções. Duas pessoas ficaram levemente feridas.

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