Um concurso nacional irá definir o projeto arquitetônico do Centro Judiciário de Curitiba. A obra, estimada em mais de R$ 200 milhões, irá abrigar todas as unidades do Poder Judiciário de primeira instância da capital. Atualmente, as diversas varas estão distribuídas em 16 imóveis alugados ao Estado, a um custo de R$ 5 milhões por ano.
''Não existe paralelo no Brasil desse tipo de concurso para esse tipo de obra'', afirmou ontem o secretário de Estado de Obras Públicas (SEOP), Luiz Caron, em visita à Folha. ''Queremos uma boa proposta de edificação sem suntuosidade mas com nobreza, funcionalidade e racionalidade'', resumiu.
O Centro Judiciário será construído na área de 70 mil metros quadrados que abriga a Prisão Provisória do Ahú e que será transferida para a Região Metropolitana de Curitiba. A estimativa é que o centro tenha cerca de 170 mil metros quadrados de construção. O prédio do presídio, construído em 1903, deverá ser preservado. ''Com a restauração e revitalização, acho que funciona bem para a assistência dativa'', disse o secretário.
Os projetos serão avaliados por uma comissão composta por dez pessoas representando a SEOP, Secretaria de Desenvolvimento Urbano, do Judiciário, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Sindicato dos Arquitetos do Paraná e Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PR).

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