Londrina - O concurso realizado ontem pela Prefeitura de Londrina para a área da saúde registrou cerca de 17,46% de abstenções. O balanço parcial foi do coordenador do concurso, Rodrigo Anselmo, que afirmou que o concurso transcorreu sem nenhum sobressalto. Segundo ele, dos 13.698 candidatos que concorrem a 432 vagas para diversas categorias e postos disponíveis, quase 2,4 mil candidatos faltaram as provas realizadas em três diferentes pontos da cidade: Unopar- campus Catuaí, Unopar- campus Piza e Unifil- campus Canadá.
"O fato curioso é que houve um caso excepcional. Dos candidatos a condutor de viaturas do SAMU, 46% faltaram", ressaltou. Anselmo explicou que o fato aconteceu porque muitos motoristas que possuíam habilitação para dirigir caminhões, ônibus e outros veículos pesados podem não ter lido que o edital pedia que o motorista tivesse habilitação como condutor socorrista e tivesse carteira de motorista de ambulância.
Não faltaram cenas de candidatos chegando ao local de prova depois de fecharem os portões. O fisioterapeuta Leandro Lemos, de 33 anos, mora em Londrina, mas acabou não se atentando ao edital que dizia que os portões se fechariam 15 minutos antes da prova. Também houve casos de pessoas que se dirigiram ao local incorreto da prova e tiveram que se desdobrar para chegar a tempo no local correto.
A irmã de um dos candidatos chegou com um envelope para entregar para seu irmão, mas foi impedida pela organização, pois os portões já estavam fechados. Rosana Medeiros questionou a determinação que impedia a entrega dos certificados sem que eles estivessem em um envelope adequado. A estudante de Farmácia Melanny Nakakogue, de 20 anos, também reclamou. "Durante a prova os candidatos ficaram discutindo sobre isso durante um bom tempo. Espero que a gente possa entregar depois".

Sem adequações


Uma deficiente visual que deveria realizar a prova no campus Catuaí reclamou que o local de prova e os recursos para que ela pudesse fazer a prova não estavam adequados. Segundo a psicóloga Flora Ebenau, não havia uma sala reservada para que fizesse a prova e o acesso a ela era somente por degraus. Ela também destacou que informou o código de suas limitações conforme o CIDE durante a inscrição e mesmo assim a organização da prova não providenciou as adequações. Segundo ela, a prova não era ampliada e não havia leitor para que pudesse fazer as questões. "Caso a prova não seja anulada, entrarei com um recurso judicial para que isso aconteça", afirmou.

Problemas

Um outro problema detectado por alguns candidatos foi o fato de uma das questões estar com duas respostas iguais. A fisioterapeuta Caroline Scarpim, de 21 anos, afirmou que a questão era sobre o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). "Eles falaram na hora que as pessoas poderiam entrar com um recurso", afirmou. O fisioterapeuta Cassiano Ricardo Rodrigues Lara, de 37 anos, também mencionou o problema. "Para mim eles falaram que era para fazer uma reclamação por escrito depois e que não havia como resolver o problema durante a prova", destacou.
Sobre a regra do envelope, o coordenador do concurso, Rodrigo Anselmo, afirmou que a regra estava clara no edital e que não há motivos para contestações. Em relação ao caso da psicóloga que não recebeu provas ampliadas ou leitores, ele afirmou que o edital pedia que os candidatos com necessidades de recursos especiais deveriam ter enviado um Sedex com AR (Aviso de recebimento) até o dia 20/6. "Depois disso, se pessoa não enviasse esse Sedex, perderia a condição de candidato com condição especial".
Em relação à questão 31 do concurso, que estaria com duas respostas iguais, Anselmo garantiu que nenhum candidato será prejudicado. "Caso seja constatado que houve erro, a questão será anulada e todos receberão a pontuação dela", garantiu.
O secretário Francisco Eugênio Alves de Souza afirmou que os questionamentos feitos acerca de um possível vazamento não chegaram a se configurar nem em denúncia, pois não havia provas. "Queremos que esses funcionários estejam em seus postos até o dia 1º de setembro", projeta.

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