Concorrente da Telefônica deve iniciar serviços no ano que vem
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domingo, 21 de março de 1999
Por Cley Scholz 
São Paulo, 22 (AE) - Até o início do ano 2000, os paulistas poderão contar com os serviços de uma nova empresa de telefonia fixa, que vai concorrer com a Telefônica. O consórcio de empresas que vai controlar a nova concessionária será conhecido em 30 dias. Três grupos vão participar do leilão programado para 23 de abril na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A concessão da empresa-espelho da Telefônica será vendida por US$ 700 milhões.
Entre os interessados estão grupos do Uruguai (Antel), Argentina (Macri e Libermann), EUA (Qualcomm e WLL) e Coréia (Korea Covecom). A área de concessão compreende todo o Estado de São Paulo.
A empresa vencedora da licitação terá vantagens para expandir seu sistema com maior rapidez do que a Telefônica. Ela poderá utilizar novas tecnologias, como o Wireless Local Loop (WLL), sistema de telefonia fixa sem fio, que utiliza ondas de rádio, e também poderá aproveitar a infra-estrutura já existente das empresas de televisão por assinatura.
Com essas facilidades, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) espera acelerar a competição na área de telefonia fixa. Hoje só há competição na telefonia celular, com as bandas A e B.
Entre as indústrias de telecomunicações existe grande expectativa em relação à tecnologia a ser utilizada pelos novos operadores. Até agora, passados oito meses do leilão da Telebrás
as empresas privatizadas ainda não definiram os novos fornecedores nem puseram em prática os planos de investimento, que somavam US$ 90 bilhões até 2003.
"Por enquanto, as empresas estão apenas administrando as instalações existentes", reclamou hoje o executivo de uma multinacional fabricante de equipamentos.
Representantes das indústrias reuniram-se hoje em São Paulo com o diretor-geral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro, para pedir medidas de apoio à produção nacional em relação aos equipamentos importados.


