Conclusão do inquérito do caso Olga deve ficar para a próxima semana
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terça-feira, 17 de julho de 2018
Fernanda Circhia<br>Grupo Folha 
A conclusão da investigação do caso da mulher que morreu após cair de um prédio, na tarde do último dia 24, no centro de Londrina, deve ficar para a próxima semana. Conforme a delegada Geanne Timóteo, faltam os últimos laudos, mas ela adiantou à reportagem que não ficarão prontos ainda nesta semana.
Na última sexta-feira (13), a delegada afirmou que questionou algumas informações à perícia do IML (Instituto Médico-Legal) em relação aos cortes encontrados no abdômen de Olga Aparecida dos Santos. Ao ver o laudo, foi constatado que os cortes estão nos mesmos locais de onde foi feita uma cirurgia bariátrica alguns dias antes.
Um laudo divulgado no último dia 29, apontou que a queda de Olga foi responsável por sua morte. No entanto, apontou também que ela foi agredida antes de morrer. Na ocasião, a delegada afirmou que além dos cortes no abdômen devido a cirurgia, havia também feridas feitas por objeto cortante em outras partes do corpo.
"Nós tivemos acesso ao que a delegada se manifestou na última sexta-feira. Me trouxe uma tranquilidade, pois naquele primeiro momento, ela se posicionou trilhando por uma linha para sinalizar a investigação como feminicídio. Mas o inquérito foi andando, foram aparecendo novos laudos e testemunhas, o que acho que a fez trilhar por outras linhas de investigação", explicou um dos advogados de defesa, Marcelo Gaya.
"Estamos aguardando o fechamento do inquérito e a divulgação dos outros laudos, assim como o resultado dos exames toxicológicos, que estão sendo feitos pelo IML de Curitiba. Mas continuamos a acreditar que tudo não passou de uma tragédia familiar", pontuou o advogado.
A reportagem aguarda retorno do advogado dos filhos de Olga.
O caso
A PM (Polícia Militar) foi acionada na tarde do último dia 24 para atender um chamado de um suposto suicídio em um prédio no centro de Londrina. No entanto, em seguida, a suspeita passou a ser tratada como possível feminicídio. Olga tinha 51 e foi encontrada morta após vizinhos presenciarem uma briga entre ela e o marido, Luiz Garcia, de 65 anos. Estavam presentes os parentes do marido, que teriam sido chamados para auxiliar a discussão do casal.
Em um primeiro momento, a Justiça havia decretado a prisão preventiva de Luiz Garcia, mas a juíza Márcia Guimarães Marques determinou o uso de tornozeleira eletrônica devido a seus problemas de saúde.


