Curitiba - O Instituto de Criminalística (IC) do Paraná terminou os laudos de identificação de 13 vítimas do incêndio ocorrido em um supermercado de Assunção, no Paraguai. Das 200 famílias que buscam reconhecimento de seus parentes, 45 enviaram amostras de sangue para o IC que fez todos os exames de DNA possíveis com o uso de um equipamento especial. Conhecido como Moinho Crimogênico, o aparelho faz a trituração de dentes e ossos das vítimas.
Os exames demoraram três meses para serem concluídos. Nenhuma das vítimas pesquisadas é parente das 45 pessoas que enviaram amostras de sangue para o Laboratório de Genética Molecular Forense.
Os laudos serão apresentados em reunião que ocorrerá na semana que vem, em Brasília. ''Vamos mostrar que nenhum dos carbonizados sem identificação bateram com os sangues de familiares que testamos. Os demais laboratórios devem ter conseguido algum exame positivo de identificação'', ponderou o chefe do laboratório do IC, Renato Dall' Stella.
Também estão trabalhando na identificação de outras vítimas do incêndio laboratórios forenses do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Brasília. Os resultados finais serão encaminhados para o Ministério de Justiça do Paraguai, que solicitou o auxílio brasileiro na identificação das vítimas.
No incêndio ocorrido em 1º de agosto do ano passado, num supermercado paraguaio morreram cerca de 450 pessoas morreram. O fogo na chaminé da panificadora se alastrou pelos corredores de compras. As portas do estabelecimento foram fechadas para evitar que pessoas saíssem sem pagar.

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