O número de conciliações realizadas pelos Juizados Especiais atinge uma média de 50% dos casos encaminhados em todo o estado, sendo ainda superior em algumas regiões. Para o coordenador do Sistema de Juizados Especiais do Paraná, Roberto Bacellar, a informalidade existente nos julgamentos desta modalidade favorece estas estatísticas. ‘‘Na Justiça comum, a necessidade de contratar advogados, custas judiciais e o longo tempo de duração dos processos, assustava o povo e os afastava dos tibunais’’, disse
As ações que podem ter acesso aos Juizados Especiais se dividem em três grupos: O primeiro, são os casos até 20 salários mínimos, em que são dispensadas a presença de advogados e o pagamento de custas judiciais. A segunda modalidade envolve causas de valor entre 20 a 40 salários mínimos. Aqui a presença do advogado é necessária, mas a isenção de custas continua a acontecer. A maioria destas ações são aquelas relacionadas a cobranças em geral, empréstimos, alugueres em atraso e acidentes de trânsito.
No terceiro grupo estão as ações criminais, que reúnem processos passíveis de penas de até um ano. Neste caso, a presença de um advogado é obrigatória. Os campeões da estatística são as infrações cometidas no trânsito, lesão corporal, ameaças e vias de fato (brigas). Em qualquer das ações encaminhadas ao Juizados Especiais existe a possibilidade de defensores públicos atuarem na defesa dos envolvidos.
Atendimentos - A rotina de atendimento nos Juizados Especiais de Curitiba é pesada. Nas terças e quintas-feiras, são apreciados cerca de 160 casos em média, das 19 às 23 horas. Em dias de muito movimento o atendimento chega a acontecer até a madrugada. Nos outros dias da semana, o público recebe atendimento em expediente normal, pela manhã e à tarde. Nestas ocasiões são relizados cerca 15 julgamentos ao dia na área cível e 90 na área criminal. (G.V.)

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