Concessionárias terão contratos revistos
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terça-feira, 03 de dezembro de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O vice-governador eleito do Paraná, deputado estadual Orlando Pessuti, cotado para assumir a Secretaria dos Transportes, disse ontem que o PMDB, partido do governador eleito Roberto Requião, vai continuar tentando negociar com o atual governo do Estado para que o reajuste das tarifas do pedágio não seja efetivado neste ano. ''Espero que o governador Jaime Lerner reveja esta situação. Da mesma forma como ele fez com o concurso dos professores que foi adiado e com as licitações do ParanaSan que foram suspensas'', lembrou.
Pessuti descartou uma reunião prévia com os diretores de concessionárias que fazem parte do Anel de Integração ainda este ano. ''Quem tem que conversar com eles neste momento é a equipe de Lerner. Nós só faremos isso em janeiro do ano que vem, quando tomarmos posse'', afirmou. Pessuti garantiu ainda que os contratos firmados com as concessionárias serão revistos de qualquer forma. Se o reajuste for concedido, será revogado. Os valores das tarifas terão que baixar. Os índices ainda não foram calculados.
Ontem, o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo, disse que não irá discutir politicamente o pedágio com o grupo de Requião. Ele falou que espera o reajuste das tarifas, sob pena de inviabilizar obras previstas e prejudicar os serviços aos usuários das rodovias que fazem parte do Anel de Integração.
A assessoria de imprensa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que os técnicos ainda não tinham concluído o cálculo dos índices de reajuste que, por contrato, deveriam ter sido aplicados desde o último domingo, dia 1º. Esse, inclusive, foi um dos motivos que levou os caminhoneiros a organizarem o protesto. A conclusão da revisão das planilhas é esperada para hoje. Mas a homologação do reajuste não tem previsão para acontecer. No Palácio Iguaçu, ninguém quis falar sobre o assunto ontem.


