São Paulo, 04 (AE) - As concessionárias de veículos venderam mais do que esperavam em maio. Mesmo com a paralisação do mercado à espera das negociações do novo acordo de emergência
foram vendidos no varejo 98 mil automóveis e comerciais leves.
A previsão da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) era de que os negócios ficariam próximos a 60 mil unidades, metade do volume registrado em abril.
A queda, no entanto, ficou em 23% em relação aos 127,6 mil veículos desses segmentos vendidos no mês anterior. O reajuste de até 10% anunciado pelas montadoras no início de maio
por conta do repasse de custos com componentes e matérias-primas importadas acabou tendo reflexo negativo menor do que o calculado pelos revendedores em um primeiro momento.
Eles afirmam, contudo, que boa parte do reajuste acabou sendo absorvida pelos próprios lojistas por meio de descontos. Ainda hoje é possível encontrar alguns modelos a preços de abril
mesmo após mais um reajuste médio de 3% anunciado nesta semana para compensar a alteração da cobrança de impostos.
No atacado (das fábricas para as lojas), a vendas caíram 10,9%, totalizando 107,4 mil carros de passeio e comerciais leves, os dois segmentos beneficiados pelo acordo de emergência feito entre governos, montadoras, fabricantes de autopeças, revendedores e trabalhadores.
Nos estoques das concessionárias há aproximadamente 80 mil veículos, número próximo ao de abril. Os dados de vendas e estoques são ainda preliminares. Os números consolidados serão divulgados na terça-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O setor espera uma reação das vendas nos próximos três meses, prazo em que vai vigorar o novo acordo de emergência que mantém o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido em todo o País, mesmo que em níveis menores do que na primeira fase do acordo.
A alíquota do IPI para carros médios está em 20%, ante os 17% da fase anterior, mas ainda menor do que os 25% e 30% cobrados antes do acordo. Em Estados como São Paulo, que concordaram em reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a alíquota está em 9,5%, pouco acima dos 9% cobrados anteriormente, mas menor do que a taxa normal, que é de 12%.
Em maio, a Volkswagen vendeu no varejo 26,7 mil veículos
a Fiat 23,7 mil, a General Motors 23,3 mil e a Ford 11,7 mil. As demais unidades foram vendidas pela Renault, Chrysler, Honda, Toyota e importadores.

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