Curitiba - As concessionárias de rodovias do Paraná estão protegidas judicialmente caso os caminhoneiros decidam impedir o fluxo rodoviário durante a greve da categoria, que começa a zero hora deste domingo em todo o Brasil. A orientação do Sindicato dos Caminhoneiros Paraná (Sindicam) é que os caminhoneiros deixem os veículos em casa, sem trancar as estradas. Mas se o movimento decidir fechar as rodovias, a Ecovia, a Rodopar, a Viapar e a Caminhos do Paraná já têm interditos proibitórios contra o Sindicam, assegurando o fluxo de veículos.
''Não queremos confrontos nas rodovias. A coordenação do movimento do Paraná é para que a manifestação seja pacífica'', afirmou o presidente do Sindicam, Diumar Bueno. Ele disse que todas as concessionárias de rodovias do Estado obtiveram interditos proibitórios, que impedem a realização de qualquer ato que prejudique o fluxo de veículos. ''Mas se um caminhoneiro decidir trancar a estrada com o caminhão, eu não posso impedir'', observou.
Bueno disse que o movimento não tem reclamação dirigida às concessionárias. ''O que queremos é a implantação do vale-pedágio, que seja do dono da carga'', relatou Bueno. Segundo ele, os caminhoneiros se sentem mais seguros nas rodovias pedagiadas. ''Mas o caminhoneiro viaja pelo Brasil inteiro, e por isso estamos exigindo mais segurança'', acrescentou.
Cerca de 80 mil caminhoneiros devem parar no Paraná a partir de domingo. O movimento é nacional e exige mais segurança nas estradas, redução do preço do óleo diesel, cumprimento do vale-pedágio e da lei que determina que a responsabilidade das cargas seja do embarcador, extinção dos modelos bi-trem e redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para cooperativas renovarem a frota.
Segundo o assessor jurídico da Ecovia, Marcos Moreira, o interdito proibitório contra o Sindicam obtido pela concessionária é definitivo, porque já teve o mérito julgado pelo Tribunal de Justiça. Quem descumprir a ordem judicial será multado em R$ 3,5 mil por cada hora de ocupação da rodovia. ''A gente toma essas medidas não para ir contra o Sindicam ou quem quer que seja, mas queremos resguardar o fluxo rodoviário, garantindo conforto e segurança para os usuários'', relatou.

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