Concessionárias mantêm preços e caminhoneiros só observam
Curitiba A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) desprezou o pedido do governo estadual e manteve o aumento das tarifas, com base no despacho do juiz Vicente de Paula Ataíde Junior. ''Nós cumprimos nosso dever em relação ao contrato e dois juízes nos deram pleno direito de praticar os reajustes'', afirmou o presidente da ABCR, João Chiminazzo, que considerou ''atitude lastimável'' a nota oficial do governo que diz que os usuários não são obrigados a pagar os novos preços.
''O governo está incitando a desobediência civil e isso poderia ter gerado um transtorno muito grande'', disse. Chiminazzo afirmou que ainda não houve nenhum contato com o novo governo estadual. ''Não recebemos nenhum convite para conversarmos sobre o contrato. Se formos chamados, vamos nos apresentar'', revelou. Ele lembra ainda que antes de adotar os novos preços, no dia 18, comunicou oficialmente ao DER a intenção de fazê-lo.
O movimento dos caminhoneiros não deve tomar nenhuma medida até o dia 26. Ontem, os representantes desse movimento se comunicaram por telefone e decidiram aguardar primeiro a ação do governo estadual. ''A indignação é brutal, mas o governo prometeu entrar com ação contra o aumento e vamos esperar'', disse Acir Mezzadri. Os caminhoneiros também evitaram protestos nestes dias porque eles não queriam prejudicar as pessoas na véspera do Natal.





