Concessionárias fazem reunião de avaliação
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quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os presidentes das seis concessionárias que administram as rodovias pedagiadas no Paraná se reúnem hoje em Curitiba para avaliar a situação vivida pelas empresas. Pelo contrato firmado entre o Estado e as concessionárias, no dia 1º de dezembro deveria ter entrado em vigor o reajuste anual das tarifas.
O presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) no Paraná, João Chiminazzo, esperava ainda para ontem a divulgação do índice de reajuste. Até o fechamento desta edição o governo não tinha se pronunciado sobre o assunto.
Extra-oficialmente, comenta-se que as concessionárias pediram um reajuste médio de 11%. Por causa de uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), a metodologia de composição das tarifas foi alterada, o que atrasou a conferência das planilhas, que é feita pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Esses cálculos foram concluídos terça-feira, ficando a decisão nas mãos do governador Jaime Lerner (PFL).
Chiminazzo disse que por enquanto não é relevante para as concessionárias saber quanto as mesmas deixaram de arrecadar nesses quatro dias, em função do não-reajuste. Ele também afirmou que ontem ainda não existia uma definição sobre a postura que as concessionárias irão adotar, ou seja, se vão ou não acionar o Estado judicialmente, por descumprimento do contrato. ''Nossa relação com o governo é tranquila'', resumiu.
Sobre o movimento dos caminhoneiros que bloqueou a BR-277 na segunda-feira na altura da praça de pedágio de São Luiz do Purunã, o presidente da ABCR comentou que ''as concessionárias consideram o movimento incompreensível'' em função do advento do vale-pedágio, que desonera o caminhoneiro do custo do pedágio, deixando a conta para o embarcador.


