Uma das concessionárias do transporte coletivo em Londrina, a Francovig protocolou uma ação de anulação com pedido de tutela antecipada contra o município, com o intuito de derrubar o decreto do prefeito interino José Roque Neto (PTB) que impediu o reajuste da tarifa. A prefeitura foi intimada e, de acordo com a assessoria de imprensa, a Procuradoria Geral do Município deverá manifestar-se no prazo previsto, que termina na tarde de hoje.
O pedido foi protocolado junto à 9 Vara Cível. A peça assinada pelo advogado Carlos Alberto Francovig Filho alega que o último reajuste foi concedido em janeiro de 2006, quando o valor subiu de R$ 1,90 para R$ 2,00. No mesmo período, três convenções coletivas resultaram em reajustes para os funcionários. Este panorama resultaria, para a Francovig, em prejuízo ao equilíbrio econômico financeiro da empresa.
O aumento para R$ 2,25 foi autorizado pelo ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) no final de dezembro, num dos últimos atos do mandato dele. Uma das primeiras ações de Roque Neto foi assinar o Decreto Administrativo 5/2009, que revogou a decisão de aumentar o preço do passe de ônibus.
De acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), o sistema de transporte coletivo de Londrina atende mais de 150 mil usuários por dia.
Em contato com a assessoria da Francovig, a reportagem foi informada que os diretores da empresa que poderiam falar sobre o assunto estariam viajando. O procurador jurídico da administração municipal Nilso Paulo da Silva também não foi localizado até o final da tarde de ontem.

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