Concessionária pede à Justiça para tirar sem-terra de estrada
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quarta-feira, 28 de abril de 1999
Por Jair Aceituno, especial para AE 
Bauru, sp, 29 (AE) - O consórcio Centrovias, que administra a rodovia SP-225, entre Bauru e Jaú, pediu à Justiça a reintegração de posse da área próxima ao trevo de Bauru, ocupada dia 17 por famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). As famílias instalaram-se no local após sair do antigo horto da Fepasa.
A solicitação da concessionária, assinada pela advogada Eliane Gonçalves, alega que a presença do acampamento no local traz insegurança à estrada, por isso pede a retirada das famílias. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) nunca fez isso. Com a atitude as concessionárias poderão inviabilizar a instalação temporária dos sem-terra e criar novos focos de tensão.
O juiz Ubirajara Maintinguer, da 6ª Vara Cível de Bauru, deu à Centrovias prazo de 15 dias para indicar o nome de um ou mais responsáveis pelo acampamento que possam responder pelo grupo. Depois disso vai analisar a reintegração. Da forma como foi pedida, justificou o magistrado, a medida não pode ser concedida, pois o MST é um movimento ideológico, um coletivo e como tal não pode ser processado.
Os sem-terra chegaram a Bauru no dia 20 de março, ocupando o antigo horto. Eles saíram do local no dia 17, atendendo a mandado de reintegração de posse. A maioria é da região de Itararé e diz não ter para onde ir.


