A concessionária Rodovia das Cataratas, responsável pelo lote 3 do Anel de Integração, iniciou esta semana as obras para o fechamento do desvio existente na estrada secundária do distrito de São João, pertencente a Cascavel. Desde a privatização do trecho, um grande número de motoristas vem utilizando a estrada de terra, num trajeto de cerca de quatro quilômetros, para desviar da praça de pedágio. A Prefeitura de Cascavel informa que não pode tomar qualquer atitude, pois as obras estão sendo feitas na faixa de domínio da União.
A Rodovia das Cataratas justifica o fechamento do desvio dizendo que, ‘‘a precariedade do acesso para entrada e saída de veículos no referido local põe em risco tanto os usuários que fazem uso do acesso como também aqueles que seguem o caminho da lei. O desvio frauda o recolhimento legal do pedágio, assegurado em lei’’.
A empresa informou que está sendo executada a construção de uma via lateral à praça de pedágio para substituição do ‘‘acesso irregular’’. Com isto, a concessionária vai obrigar a quem utilizava do desvio, a pagar o pedágio, pois no trecho do desvio serão colocados monitores para controlarem o tráfego e cobrarem a taxa.
Os pequenos proprietários rurais que moram nas proximidades da praça de pedágio e utilizam o desvio para escoamento da safra, não precisarão pagar a taxa, pois a empresa está montando um cadastro para identificá-los. Em relação aos grandes produtores rurais e empresas, a concessionária afirma que serão feitos acordos comerciais que estão em processo de negociação.
De acordo com moradores do distrito de São João, depois da construção da praça de pedágio, cerca de dois mil veículos passam por dia pela estrada de terra. A produtora rural, Rosa Nenev, reclama que os veículos andam em alta velocidade e a poeira suja toda a roupa. ‘‘Além de tudo, depois que eles começaram a passar por aqui, aumentaram os assaltos. Não podemos deixar a casa aberta como antes’’, completa.
Os mais revoltados com o fechamento do desvio são os caminhoneiros que passam todos os dias pelo local. É o caso de Amauri Bodanese, que mora em Toledo, e transporta madeira todos os dias para Laranjeiras do Sul (138 km a leste de Cascavel).

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