Concessionária da Dutra diz que é impossível evitar o problema
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terça-feira, 04 de janeiro de 2000
Por Andréa Portella 
São Paulo, 04 (AE) - Nada pode ser feito para evitar problemas como os que ocorreram nos últimos dias na Rodovia Presidente Dutra. A afirmação é do diretor de Operações da concessionária NovaDutra, engenheiro Omar Ribeiro Júnior. "Não existe solução", disse. "É humanamente impossível resolver."
De acordo com Ribeiro Júnior, no domingo, um acidente no km 289 provocou congestionamento por uma hora a oito quilômetros do pedágio. Depois, como o volume de carros era muito grande, o pedágio ficou congestionado. Mais tarde, a chuva interrompeu o tráfego.
"Só conseguimos desbloquear a pista à 1h50, quando o rio (Rio água Branca) baixou", explicou. Às 2h30, porém, outra chuva voltou a bloquear a pista Rio-São Paulo. "Não tem jeito de fazer nada", afirmou o diretor. "Ninguém consegue prever uma catástrofe dessas."
Ribeiro Júnior admitiu que os problemas no km 17 - onde ocorreu um deslizamento de terra ontem (03)- são recorrentes e a região é uma das mais críticas da rodovia. "Hoje vamos fazer uma análise para saber quais providências podem ser tomadas até que pare de chover", contou. "Mas o melhor, provavelmente, é manter a mão dupla nesse trecho, na pista São Paulo-Rio."
O engenheiro diz que a empresa trabalha com previsões meteorológicas, mas nem isso pode evitar totalmente os problemas. "Sabíamos que ia chover do dia 31 até o meio desta semana e é por isso que ninguém caiu no rio, por exemplo."
Ribeiro Júnior afirmou que cerca de 120 funcionários estavam no trecho em que ocorreram os problemas no domingo e distribuíram bolachas e água para os motoristas. "Mas não havia como dar apoio e explicar a situação para as 27 mil pessoas que estavam em, mais ou menos, 9 mil carros."
O diretor negou que a empresa tenha retido as pessoas no pedágio para que elas pagassem a nova tarifa - à meia-noite, ela passou de R$ 3,60 para R$ 3,80. "Quando soubemos que o engarrafamento, provavelmente, ia passar da meia-noite, tentamos transferir o aumento, mas não tínhamos como desfazer o processo."


