Concessionária arrecadou R$ 150 milhões em 2002
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Concessionária Rodonorte, que administra o lote 5 do Anel de Integração, publicou ontem o balanço referente ao ano de 2002. No documento, a empresa informa que nos 12 meses do ano arrecadou R$ 150 milhões com as tarifas de pedágio. O lote 5 é o maior do Anel de Integração e compreende 560 quilômetros distribuídos pela BR-277, BR-373, BR-376 e PR-151. A receita da empresa cresceu 12,5% em comparação com o ano anterior, assim como o volume de eixos pedagiados apresentou um aumento de 5,8%.
Apesar dos volumes expressivos, o balanço mostra que a empresa fechou o ano com prejuízo de R$ 12,3 milhões. Consequentemente, os acionistas também tiveram prejuízo, que foi de R$ 5,75 por lote de mil ações.
Conforme o balanço, em 2002 a Rodonorte investiu cerca de R$ 133 milhões na manutenção das rodovias. Foram restaurados 200 quilômetros de rodovia, construídos 50 quilômetros de terceiras faixas, duplicados 5,7 quilômetros de estradas, construídos quatro quilômetros de passarelas e 19 quilômetros de pontes e viadutos foram alargados e reforçados.
Dos R$ 133 milhões investidos, R$ 42 milhões vieram das tarifas de pedágio, R$ 25 milhões do aporte de capital e R$ 66 milhões de um empréstimo feito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O último reajuste nas tarifas de pedágio no Paraná ocorreu em dezembro. O ex-governador Jaime Lerner (PFL) considerou o reajuste ilegal porque os novos preços não haviam sido homologados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Mas as concessionárias, inclusive a Rodonorte, reajustaram as tarifas amparadas nos próprios contratos de concessão.
O governador Roberto Requião (PMDB) assumiu o cargo avisando que vai baixar os preços ou acabar com a cobrança do pedágio no Estado. O governo diz ter encontrado uma brecha jurídica, para rever a situação, mas a fórmula ainda não foi revelada.
Ontem, durante uma entrevista coletiva no Palácio Iguaçu, Requião disse que a quebra do convênio com o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens no Estado do Paraná (Sindicam) serve de aviso prévio para as empresas exploradoras do pedágio. ''É uma morte anunciada, mas ainda sem data marcada'', disse o governador.


