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EXPANSÃO DA DOENÇA -

Concentração da Covid-19 continua nos grandes centros do Paraná


Vitor Ogawa - Grupo Folha
Vitor Ogawa - Grupo Folha

Um dia depois que o boletim da Sesa/PR (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná) apontar que a Covid-19 atingiu mais da metade dos municípios paranaenses (201 de 399), a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, afirmou à Folha que a Sesa vai dar continuidade ao trabalho que vem fazendo. "Continuaremos tomando todas as providências necessárias e fornecendo todas as orientações aos gestores para que eles decidam bem a vida de seus munícipes”, apontou. Ela reforçou que desde o primeiro momento sabia que uma hora a doença não ficaria mais concentrada só na capital, por onde entrou e onde foi o primeiro caso. “A gente sabia que isso iria evoluir para outros municípios, até porque a transmissão do vírus é muito rápida. 


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. | Jaelson Lucas/AEN
 


Segundo ela, mesmo com a interiorização, a maioria dos casos ainda se concentram nas cidades-sede das macrorregiões. “Na Região Metropolitana de Londrina, por exemplo, na 17ª regional de saúde, temos 265 casos confirmados em todos os municípios da regional (21 municípios), mas quando se olha apenas para Londrina são 209 casos. Então ainda temos concentração nos grandes centros pelo fluxo de pessoas, pela mobilidade urbana e ainda temos que atuar nesses centros”, destacou. 




Ela afirmou que se os municípios pequenos puderem tomar medidas para evitar que o vírus entre em suas áreas, é melhor. “Mas é difícil, porque a autonomia é federativa e dos prefeitos, do gestor municipal, da secretaria municipal de saúde. Por isso trabalhamos com notas orientativas. Orientamos com essas notas a sociedade, os gestores municipais, os secretários de saúde e os profissionais de saúde, para que eles entendam que a doença vai chegar lá no seu município”, apontou a diretora. 


Ela reforçou que o Paraná possui um sistema de saúde organizado em todo o Estado por macrorregião e que o atendimento pode ser local. “Vamos incrementar as ações e procedimentos de atenção primária à saúde. Assim podemos fortalecer, respaldar e apoiar as equipes que estão na atenção primária dos municípios, até porque 80% dos casos de Covid -19 são formas leves. Se a gente atender essa população localmente no tratamento dessas formas leves será ótimo. Mas 3% dos 20% dos casos mais graves acabam tendo piora do problema. Esses casos serão referenciados com a estrutura existente no âmbito da regional”, apontou.


Ela salientou que esse deslocamento é feito com todos os cuidados de transporte. “Nossa equipe tem que estar paramentada com os EPI (equipamentos de proteção individual), a ambulância tem que ser limpa a cada uso, o motorista tem que estar com máscara,  todas as medidas protetivas de higiene e de limpeza devem ser aplicadas. Enfim, tudo isso que a gente vem falando desde o início”, apontou.


Questionada sobre o caso de Ribeirão do Pinhal (Norte Pioneiro), que está com uma morte, 22 casos confirmados e outros 62 casos suspeitos, entre sintomáticos, assintomáticos e aguardando resultados de teste laboratorial, números superlativos para um município com 13 mil habitantes, a diretora garante que os casos do município estão sendo monitorados. “De nossa parte demos todo o apoio, conversamos várias vezes com o prefeito e nossa vigilância epidemiológica entrou em contato com a regional de saúde e equipe do município. Tudo o que a Sesa podia fazer, nós fizemos. Agoras os casos estão sendo controlados. Isso que é importante. Me parece que conseguiram fazer o bloqueio dos casos com isolamento domiciliar”, destacou.




Questionada sobre os primeiros óbitos em Jataizinho e em Cornélio Procópio, a diretora ressaltou que o Estado possui 22 regionais. “Além do diretor, que tem que estar à frente e conduzindo todo o processo, estabelecemos um técnico de cada área de vigilância em saúde que é a nossa referência em cada regional. A gente conversa com esses técnicos na ponta e  dessa maneira fornece o apoio, por menor que seja o município, para ajudar no monitoramento de cada caso no Paraná”, apontou.


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