Curitiba - O erro cometido por juízes, promotores, policiais e advogados no caso de Mauro levanta a suspeita sobre a qualidade do trabalho de investigação criminal no Paraná. A opinião é do advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e do Movimento Nacional de Direitos Humanos. ''Um sistema que sequer consegue verificar a idade do acusado, imagine se tem condições de garantir a qualidade das provas e depoimentos?'', questiona.
Para Alves, a responsabilidade pela conferência dos dados do réu era tanto da autoridade policial quanto dos membros do Ministério Público e da Justiça envolvidos. ''A autoridade tem o dever de agir, mesmo que a defesa não tenha arguido a minoridade do rapaz'', defende. O advogado diz que o caso é emblemático. ''O Tribunal de Justiça deve determinar a investigação para estabelecer onde ocorreu o erro. Todas as pessoas que contribuíram para que ele acontecesse estão sujeitas a sanções'', aponta. (R.C.F.)

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