Comunistas chilenos negam apoio a Lagos
Santiago, 06 (AE-AP) - Os comunistas chilenos se negaram a apoiar o socialista Ricardo Lagos, candidato governista, num momento em que crescem as possibilidades de que a eleição presidencial de domingo não seja resolvida no primeiro turno.
"Nossos votos não irão para nenhuma candidatura do neoliberalismo e da impunidade", afirmou a secretária-geral comunista, Glady Marín, ao término de sua campanha como candidata presidencial.
Diante de 5 mil partidários, que compareceram ao seu último discurso eleitoral num parque de Santiago, Marín rechaçou desta forma a possibilidade de apoiar Lagos em um eventual segundo turno caso nenhum candidato vença com maioria absoluta dos votos no domingo. A votação comunista, estimada entre 3 e 5 pontos percentuais, poderia resultar decisiva em caso de segundo turno.
Diversas pesquisas confirmam a possibilidade de um segundo turno eleitoral, que seria realizado em 16 de janeiro. O próprio Lagos, pela primeira vez, admitiu, em declarações publicadas hoje pelo jornal La Nación, que ainda lhe faltam alguns pontos percentuais para garantir a vitória no domingo.
Lagos encerrará sua campanha na quinta-feira com um ato na Avenida Bernando OHiggins, no centro da capital, que servirá para medir forças com seu principal rival, o direitista Joaquín Lavín, que amanhã realizará um comício no mesmo local.





