Comunidades ribeirinhas elaboram plano de emergência para evitar vazamento durante resgate de balsa
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2000
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 17 (AE) - Oito comunidades ribeirinhas das Baías do Marajó e do Capim, quatro de cada uma delas, decidiram se unir e preparar um plano de emergência para recolher o óleo combustível da balsa Miss Rondônia, caso ocorra um vazamento durante a operação de resgate da embarcação, prevista para começar na próxima segunda-feira (21). A balsa afundou há 14 dias no Rio Pará, com 1,8 milhão de litros de óleo, logo após ser abastecida no porto de Vila do Conde, em Barcarena.
O plano das comunidades deve estar concluído até a manhã de sábado e será entregue às empresas norte-americanas e técnicos ambientais dos governos estadual e federal que vão participar da operação. "Não é nada complexo, como o plano dos americanos, mas vamos estar preparados para tentar salvar o rio da contaminação e limpar todas as praias", explica o presidente do Centro Comunitário de Vila do Conde, José Maria Moraes.
Um possível vazamento, acrescenta a presidente do Centro Comunitário de Itupanema, Odineide Valente, significaria o fim da pesca para centenas de pescadores profissionais registrados nas diversas associações da região. "É do rio que eles tiram o sustento de suas famílias". Risco - O diretor da Texaco, Roberto Ferreira, garante que o risco de vazamento de óleo não passa de 1%. "Mesmo que uma quantidade ínfima vaze, tomamos todas as providências para recolhê-lo ainda nas barreiras de contenção e nos sacos de areia colocadas em torno da balsa fundeada".


