Curitiba- Alunos, professores e funcionários da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) questionam a validade da realização das eleições internas para reitor e vice-reitor da instituição. Isso porque a decisão da maioria não foi respeitada pelos órgãos governamentais, que estabeleceram um empate técnico entre duas das chapas concorrentes e nomearam o segundo colocado para permanecer no cargo de reitor por mais quatro anos.
As eleições internas ocorreram no dia 25 de setembro. O atual reitor Alcibíades Luiz Orlando obteve 47% dos votos, contra 48% do professor Altevir Castro dos Santos. Denúncias de irregularidades foram feitas pelas chapas que disputaram a eleição. Uma comissão de sindicância foi instalada pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SETI), que concluiu que houve empate entre as duas chapas.
As entidades reclamam que o primeiro colocado seria indicado pela titulação. Santos tem doutorado e Orlando, mestrado. Mas, como a escolha de reitor cabe ao governador, o nome de Orlando foi confirmado. ''Essa é uma decisão pessoal do governador após analisar o plano de governo de cada um dos candidatos. É uma prerrogativa dele, independente do resultado. Se ele quisesse, poderia escolher o terceiro colocado'', explicou a assessoria da secretária Lygia Pupatto.
Nota oficial da Associação dos Docentes da Unioeste (Adunioeste) diz que ''o reitor e o vice-reitor devem ser escolhidos mediante eleições diretas e secretas e os conselhos superiores acadêmicos devem ser responsáveis pela organização das eleições de dirigentes, a partir de critérios democraticamente estabelecidos pela comunidade acadêmica, declarando-os eleitos, empossando-os e comunicando a posse às autoridades competentes'', segundo normatização eleitoral.

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