Londrina - Victor Rozatti, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unioeste, explica que sempre houve relatos de assaltos e outros problemas de segurança no entorno do campus de Cascavel. "Isso começou a ir para dentro do campus. Quatro colegas meus foram assaltados na saída da cantina", diz Rozatti. Foi essa situação que motivou o protesto e as reuniões de junho, de acordo com o estudante.
Rozatti aponta que, com mais rondas da PM dentro do campus, os assaltos no interior da universidade acabaram, mas ainda há problemas na vizinhança. "Moro em um prédio em frente ao campus, e uma moça foi assaltada quando chegava em casa", afirma. Mesmo com a situação mais calma dentro do campus, os estudantes cobram mais vigilância no espaço. "Temos poucos guardas para cuidar de um campus gigantesco, e eles são patrimoniais. Queremos que seja aberto concurso para contratar mais seguranças, além de mais câmeras e melhorias na iluminação", diz o presidente do DCE.
Procurada pela FOLHA, a PM de Cascavel informou que, dentro da estratégia de módulos móveis, o terminal de ônibus próximo da Unioeste e a frente da universidade têm sido pontos prioritários.
Carla Cobalchini, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest-PR), lamenta que os campi da UFPR na Capital mais afastados do Centro, como o Centro Politécnico, não tenham segurança para pessoas, apenas patrimonial.
"Muitos locais de trabalho não têm controle de acesso. Qualquer pessoa pode entrar e sair", critica. "Há alguns anos, houve um assalto no Restaurante Universitário (RU) em que os funcionários ficaram reféns de ladrões armados. Como o dinheiro do movimento do dia não estava mais ali, os ladrões levaram o dinheiro dos funcionários." (F.G.)

‘Muitos locais não têm controle de acesso. Qualquer pessoa pode entrar e sair’
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