Japira - O prefeito de Japira (95 km ao sul de Jacarezinho) Wilson Ronaldo Rony de Oliveira Santos (PSDB) interditou, com apoio de empresários locais, ontem, durante cinco horas – das 9 às 14 – a rodovia BR-153 entre os municípios de Ibaiti e Santo Antônio da Platina. O protesto exigia a retomada das obras de recuperação e manutenção da rodovia até a liberação da autorização de licitação do projeto de restauração do trecho pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT). O trecho com 60 quilômetros apresenta buracos em toda a extensão e em algumas áreas o asfalto cedeu.
Santos afirmou que há seis meses não são realizadas obras de manutenção e ameaçou paralisar a rodovia na próxima semana, caso as reivindicações não sejam atendidas. O prazo concedido para o DNIT termina na segunda-feira.‘‘Já que o trecho está intransitável vamos impedir o tráfego de uma vez,’’ ameaçou o prefeito.
A Polícia Militar informou que a paralisação interrompeu o tráfego nos dois sentidos e contou com a participação de, pelo menos, 50 veículos, na maioria caminhões. A fila no sentido de Ibaiti-Santo Antônio da Platina, com cerca de 30 caminhões, alcançou dois quilômetros. A manifestação, realizada em uma área em que a rodovia percorre o município de Japira na região do Pico Agudo, ocorreu a 10 quilômetros da cidade de Ibaiti e a 12 quilômetros de Japira. A Polícia Rodoviária informou que trafegam na rodovia cerca de 2 mil veículos por dia.
O comandante do Posto Rodoviário de Ibaiti, sargento Paulo de Aguiar, disse que cerca de 250 motoristas/mês, em média, são obrigados a interromper a viagem para realizar reparos nos veículos durante o percurso. A Polícia Rodoviária alerta que os motoristas devem redobrar o cuidado porque no período de chuvas as falhas no asfalto podem aumentar. Nos últimos dois meses foram registrados cinco acidentes e uma vítima fatal no trecho.
Os motoristas de caminhão apoiaram a paralisação o motorista Osmar Espíndola de Araranguá-SC concorda com a manifestação. Ele disse que os buracos no trecho aumentam a duração na viagem em, pelo menos, 30 minutos. Espíndola disse que os prejuízos durante o percurso de 60 quilômetros pode atingir R$ 1 mil. O motorista Richard Marcos, de Tubarão (SC), disse que o trecho é considerado pelos motoristas o pior do Estado.

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