Curitiba- As quase 300 famílias de negros que vivem na região Central do Paraná e lutam para serem reconhecidas como proprietárias de uma área de 3,6 mil alqueires, no município de Reserva do Iguaçu (130 km ao sul de Guarapuava), receberam anteontem um impulso importante para essa luta. Em solenidade na Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), em Guarapuava, a Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura, entregou à comunidade a certidão de reconhecimento como quilombola (descendentes de escravos) para a Comunidade Invernada Paiol de Telha.
De acordo com Dionísio Vandersen, coordenador estadual da Comisão Pastoral da Terra (CPT), entidade que apóia a reivindicação dos negros, com a certidão, o governo federal reconhece o direito da comunidade à terra que teria sido expropriada.
Segundo Vandersen, o governo pode pedir o cancelamento dos títulos que estão com a Cooperativa Agrária Entre Rios Ltda., que diz ser proprietária da área. Os negros reivindicam o direito através de ação ajuizada pela CPT há um ano. A ação está na 6 Câmara do Ministério Público Federal, em Brasília, para análise.

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