Comunidade médica comemora início da vacinação
Presidente do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva destaca aspectos positivos da imunização e afirma que o país está preparado para começar a aplicar a Coronavac imediatamente
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
Presidente do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva destaca aspectos positivos da imunização e afirma que o país está preparado para começar a aplicar a Coronavac imediatamente
Marcos Roman - Grupo Folha 

“Essa é uma semana histórica para o Brasil, não apenas no campo da saúde, mas também sob o aspecto social, político e econômico”. É com essa frase otimista que o médico Márcio José Almeida, presidente do Inesco (Instituto de Estudos em Saúde Coletiva) comemora o início da vacinação contra a Covid-19 no país. Na avaliação dele, a imunização tem importância máxima tanto no ponto de vista individual quanto coletivo. “Apesar de não evitar 100% a contaminação pelo novo coronavírus, a Coronavac vai diminuir a gravidade das infecções e evitar que as pessoas morram por causa dessa doença”, enfatiza.
Com título de doutorado em Saúde Pública, Almeida afirma que o país tem condições plenas para iniciar imediatamente a aplicação da Coronac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a China e que teve seu uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ontem (17). “A aplicação da vacina não requer uso de tecnologia alguma, depende apenas de recursos humanos qualificados, seringas e agulhas. Tão logo as doses comecem a chegar nas cidades, a vacina poderá ser aplicada no mesmo dia em postos de saúde ou outros pontos que forem criados em cada município”, argumenta.
Apesar do otimismo com que a aprovação da vacina foi recebida pela maioria da comunidade médica brasileira, Almeida acredita que os brasileiros voltarão a ter uma vida normal apenas em 2022. “O cronograma divulgado pelo Governo Federal prevê que determinados grupos receberão a vacina apenas no segundo semestre. Então vale a pena ressaltar até o final do ano todos deveremos continuar com os cuidados básicos para evitar o contágio, como usar máscaras, lavar frequentemente as mãos e evitar aglomerações”, orienta.
Com sede em Londrina, o Inesco é formado por representantes de diversos setores da área médica. “Contamos atualmente 108 membros, incluindo médicos de todo o Brasil e até de Portugal, além de residentes de medicina, estudantes de mestrado e doutorado, servidores da saúde e lideranças comunitárias. O instituto tem abrangência nacional com foco no estado do Paraná. Atuamos há 33 anos desenvolvendo pesquisas, estudos, consultorias, edições de livros e promoção de congressos paranaenses na área de saúde”, detalha Almeida.


