Comunidade internacional reafirma adesão a Kioto
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2002
France Presse 
Paris - O plano de luta contra o aquecimento global anunciado quinta-feira pelo presidente George W. Bush encontrou eco negativo em outros países que deixaram clara sua preferência pelo protocolo de Kioto sobre a redução de gases de efeito estufa. Achamos que os Estados Unidos cometeram um erro quando rejeitaram o protocolo de Kioto, declarou o ministro canadense do meio ambiente, David Anderson, destacando, no entanto, certo número de aspectos positivos do plano americano, entre eles, principalmente, os incentivos fiscais a favor das fontes de energias renováveis e de novas tecnologias energéticas.
O primeiro-ministro australiano, John Howard, qualificou de muito positivo o plano americano e destacou a hostilidade de seu governo a qualquer ratificação do acordo de Kioto sem as assinaturas dos Estados Unidos e dos países em desenvolvimento.
O Japão renovou o compromisso de ratificar o protocolo de Kioto mas declarou apreciar o aumento do interesse dos Estados Unidos pela questão.
A União Européia (UE) renovou seu pleno compromisso a favor do protocolo, o único marco eficaz para lutar contra o aquecimento global.
O ministério francês das Relações Exteriores estimou que o programa do presidente Bush aponta para um simples desaceleramento das emissões de gases de efeito estufa, sem compromissos obrigatórios.
A comunidade científica está de acordo com a necessidade de chegar rapidamente a uma redução absoluta dessas emissões, afirmou o porta-voz adjunto do Quai dOrsay, Bernard Valero.
O ministro francês do meio ambiente, Yves Cochet, conclamou a União Européia a dar uma resposta firme, rápida e coordenada às autoridades americanas.
O protocolo de Kioto (1997), que foi assinado pelo governo Clinton em 1998 mas que George W. Bush se nega a ratificar, prolonga a Convenção de 1992 assinada durante a Eco-Rio, a conferência da Terra do Rio de Janeiro (firmada e ratificada pelos Estados Unidos) e estabelece compromissos obrigatórios de redução dos gases de efeito estufa.


