Comunidade de base
Depois de assistirem à explosão do crescimento das seitas pentecostais e dos carismáticos, as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica (CEBs) decidiram que também precisam atingir as massas. Para discutir como sair da estagnação que vivem desde que deixaram de ser prioridade para a hierarquia católica, as CEBs se reúnem a partir de terça-feira em São Luís, no Maranhão, no 9º Encontro Intereclesial.
São esperadas 4.000 pessoas. A maioria será leigos representantes das 70 mil CEBs do País. Outros 50 bispos confirmaram presença. A explosão do movimento de CEBs no Brasil aconteceu nos anos 70 e 80, durante o regime militar. Elas praticamente foram hegemônicas como movimento popular quando o governo perseguia outros tipos de organização, diz o dominicano Alberto Christo Libânio, o frei Beto.
Das CEBs, surgiram líderes de movimentos sociais como José Rainha, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e Vicente Paulo da Silva, da CUT. Passado o regime militar, as comunidades perderam sua função política para outros movimentos, como o dos sem-terra e o dos sem-teto. Além disso, a visão de igreja imposta pelo papa João Paulo 2º desarticulou os grupos. (Agência Folha)





