Comunidade da zona norte faz protesto por melhorias na saúde
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terça-feira, 19 de novembro de 2013
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - Pneus queimados, faixas e cartazes com frases de repúdio ao mau atendimento, gritos clamando por justiça. Assim foi o protesto realizado por moradores da zona norte de Londrina organizado por parentes e amigos de Maria Isabel dos Santos, que morreu no feriado de 15 de novembro, aos 62 anos, depois de ter sido avaliada e liberada por uma enfermeira no Hospital Dr. Anísio Figueiredo (Hospital da Zona Norte). Quarenta minutos depois, ela morreu.
Segundo o filho dela, o pintor Anderson dos Santos, de 36 anos, Isabel trabalhava como costureira quando sentiu uma queda de pressão e dores no estômago. Foi encaminhada ao HZN, mas não havia nenhum médico plantonista. "Fico revoltado com o descaso que os governantes têm com a saúde pública e com a população da zona norte", reclamou Santos.
O sociólogo Admílson Soares Ramos da Cruz, de 42 anos, relatou que a situação precária não começou agora. "A morte de dona Isabel foi o estopim para desencadear tudo isso. Na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Maria Cecília a prefeitura quer acabar com o plantão e nós queremos que ele aumente", reclamou Cruz. Na pauta de reivindicações, solicitações para todas as esferas, entre elas o rompimento do contrato com a empresa gestora do HZN, contratação de mais médicos por concurso, mais investimentos na área, construção de uma unidade de pronto atendimento na região e a investigação imediata da morte de dona Isabel.
No HZN, o diretor técnico responsável, Vítor Salvador Neto, informou que uma investigação vai apurar o caso da dona Isabel.
O secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio Alves de Souza, ressaltou que o HZN é estadual e não possui nenhuma relação com a administração municipal. E destacou que a atual administração investe na área construindo UBS nos bairros Campos Verdes, Padovani, Flores dos Campos e substituindo a antiga unidade do Milton Gavetti.
Sobre a reivindicação de uma unidade de pronto atendimento (UPA) na zona norte, ele destacou que toda a documentação feita na administração passada havia sido protocolada com a destinação para o Jardim do Sol (zona oeste) e que não houve possibilidade jurídica para fazer a transferência de endereço.
Souza argumentou ainda que não há como fazer reformas em todas as unidades sucateadas ao mesmo tempo e concordou que existe a necessidade de se contratar mais médicos.
A reportagem solicitou informações a respeito dos problemas no HZN à assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde no início da tarde de ontem, mas até o fechamento da edição não houve resposta.


