Viena, 29 (AE-ANSA) - O braço político do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a Frente Nacional de Libertação do Curdistão (ERNK), divulgou nesta manhã (29) em Viena, áustria, um comunicado onde afirma que a sentença de morte contra seu líder, Abdullah Ocalan, pode gerar um conflito na "Turquia e no Oriente Médio". A mensagem da ERNK diz ainda que a "Turquia ignorou o apelo curdo para que fosse encontrada uma solução pacífica à guerra e para colocar fim ao derramamento de sangue". "Não podemos ficar em silêncio diante de tal ataque ao que reagiremos de maneira distinta ao que fizemos no passado, pois se trata de uma situação completamente nova", acrescenta a nota. Em Bucareste, a ala romena do PKK garante que "o povo curdo está disposto a lutar contra a Turquia em virtude da sentença de morte imposta contra seu líder". Num comunicado divulgado hoje (29), os curdos romenos afirmam que o "governo turco quer aniquilar o povo curdo ao decidir pela morte de seu líder nacional". De acordo com a nota, tal decisão demonstra "quem são os verdadeiros terroristas". O comunicado segue dizendo que o povo curdo não tem outra saída a não ser combater para defender-se e "os ajudantes da Turquia, a saber os Estados Unidos e os estados europeus", têm a mesma responsabilidade por seu silêncio durante o processo que culminou com a sentença de morte de Ocalan.

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