Londrina – A decisão da Justiça de permitir a retomada das obras da Usina Hidrelétrica de Baixo Iguaçu foi recebida com comemoração pelas administrações municipais e moradores de diversas cidades do Sudoeste do Paraná. Os trabalhos na usina estavam parados desde 16 de junho do ano passado, quando uma liminar suspendeu os efeitos do licenciamento emitido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A prefeita de Capanema, Lindamir Denardin (PSDB), lembrou que no auge das obras, dos 1,8 mil operários contratados, 70% eram moradores da cidade e isso representava um acréscimo de
R$ 7 milhões por mês na economia do município, entre folha de pagamento e o que era gasto no comércio local.
"85% do canteiro de obras está em Capanema e isso fez com que muitos empresários locais ampliassem seus negócios e contratassem mais funcionários. O seguro desemprego dos operários demitidos terminou em fevereiro e havia uma preocupação muito grande da população. Por isso a liberação para a retomada das obras foi bastante comemorada", relatou Lindamir.
A prefeita lembrou ainda que o município tem diversas parcerias com o consórcio responsável pelas obras da usina, para construção de creches, escolas, uma sede para a Polícia Militar e a revitalização de estradas. "Agora essas melhorias poderão ser retomadas", comemorou.
O Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, formado por Neoenergia (70%) e Copel (30%), informou que já tem conhecimento da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, porém aguarda a intimação judicial para análise sobre a retomada das obras. Apenas 200 funcionários foram mantidos e a expectativa é que, com o reinício dos trabalhos, entre 400 e 500 operários sejam contratados por semana até atingir o número de 1,8 mil.
Além da retomada das obras, o consórcio terá que reconstruir o canteiro de obras, que foi destruído pela cheia do Rio Iguaçu em junho de 2014, na mesma época em que a Justiça determinou a paralisação da construção.
A Justiça derrubou a liminar na terça-feira, após terem sido cumpridas duas exigências: a realização de novos estudos hidrológicos, projetos e planos de segurança pela empreiteira e a liberação da obra pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A Usina de Baixo Iguaçu foi licitada em 2008, mas devido a decisões judiciais foi iniciada apenas em julho de 2013 e tem o término previsto para 2016. A hidrelétrica terá uma capacidade de produção de 350,2 MW, suficiente para atender 1 milhão de pessoas.

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