A checagem in loco da equipe americana das investigações desenvolvidas em Foz desmontaria a versão apregoada por Washington e evidenciada, recentemente, por quatros extensos relatórios do Departamento de Estado dos Unidos (U.S. Departament of State), datados de 24 de abril e 21 de maio de 2002 e de 10 de outubro e 19 de dezembro de 2001.
Os documentos são enfáticos ao afirmar que a fronteira é refúgio de extremistas islâmicos, acusando a colônia árabe - formada por cerca de 12 mil imigrantes e descendentes-de abrigar terroristas. As acusações foram desmentidas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, em Nova York, e pelo general Alberto Cardoso.
Desde 11 de setembro de 2001, a comunidade tem sido acusada de abrigar terroristas. Após os atentados, um egípcio e um libanês foram presos em Foz. O primeiro foi solto e o segundo aguarda julgamento do pedido de extradição. Em Ciudad del Este, dos 24 estrangeiros detidos, apenas um continua preso sob acusação de pirataria.

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