Numa tentativa de retomar o progresso em Thereza Cristina, as lideranças locais pleitearam a emancipação do distrito.
O novo município englobaria áreas de Cândido de Abreu, Prudentópolis e Ivaí, totalizando cerca de 200 quilômetros quadrados.
Para justificar a emancipação, um dos argumentos era a falta de uma identidade político-geográfica com Cândido de Abreu.
Apesar de pertencer à Associação dos Municípios dos Campos Gerais - que agrupa alguns núcleos regionais como o de saúde, Batalhão da Polícia Militar e extensão da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) -, o município de Cândido de Abreu utiliza serviços do núcleo regional de Educação de Apucarana e a Funai (Fundação Nacional do Índio) de Guarapuava, dificultando os contatos.
Até o serviço telefônico é diferenciado. Em Thereza Cristina, o código de área é (042), pertencente à região dos Campos Gerais, enquanto que em Cândido de Abreu o código é (043), o mesmo da região Norte do Paraná.
Entraves políticos É difícil encontrar alguém contra a emancipação no distrito. Mas o vereador João Airton Derbli, que representa Thereza Cristina na Câmara Municipal de Cândido de Abreu, diz que a lei foi modificada e atualmente ficou mais difícil a criação do novo município. ‘‘A região tem cinco mil habitantes, mas não cumprimos outras exigências como infra-estrutura básica’’, admite o vereador.
Para o presidente da Associação dos Agricultores, Miguel Worubi, a emancipação foi barrada por entraves políticos. ‘‘Iríamos retirar parte de outros municípios, o que provocou uma certa revolta. Em Cândido de Abreu, os políticos também foram contra, pois perderiam um importante colégio eleitoral’’.

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